"As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória instintiva. O salmão sabe o caminho do lugar onde nasceu sem ter que consultar um parente ou um mapa.(...) Já o Homem pode ser definido como o animal que precisa tomar nota." Luís Fernando Veríssimo
16 janeiro 2008
11 janeiro 2008
60 *
"A vida, como sabes, tem o tempo da areia que se escapa por entre os dedos.
Areia rápida e branca.
Esvoaçante."
Areia rápida e branca.
Esvoaçante."
in Anjo Mudo
"A eternidade não é lerem-me daqui a 50 ou 60 anos ou ficar na história da literatura portuguesa. Só espero que meia dúzia de doidos me leiam agora e isso os toque. A eternidade é uma permanência da força que está dentro de nós."
Al Berto (* n. 11 Janeiro 1948)
09 janeiro 2008
07 janeiro 2008
03 janeiro 2008
Palavras #25

"Vivemos convivemos resistimos
cruzámo-nos nas ruas sob as árvores
fizemos porventura algum ruído
traçámos pelo ar tímidos gestos
e no entanto por que palavras dizer
que nosso era um coração solitário silencioso
silencioso profundamente silencioso
e afinal o nosso olhar olhava
como os olhos que olham nas florestas
No centro da cidade tumultuosa
no ângulo visível das múltiplas arestas
a flor da solidão crescia dia a dia mais viçosa
Nós tínhamos um nome para isto
mas o tempo dos homens impiedoso
matou-nos quem morria até aqui
E neste coração ambicioso
sozinho como um homem morre cristo
Que nome dar agora ao vazio
que mana irresistível como um rio?
Ele nasce engrossa e vai desaguar
e entre tantos gestos é um mar
Vivemos convivemos resistimos
sem bem saber que em tudo um pouco nós morremos"
A flor da solidão - Ruy Belo
01 janeiro 2008
23 dezembro 2007

Jesus - Pedro Soares
Chamo-Te porque tudo está ainda no princípio
E suportar é o tempo mais comprido
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe
Há muitas coisas que eu quero ver
Peço-Te que sejas o presente
Peço-Te que inundes tudo
E que o teu reino antes do tempo venha
E se derrame sobre a Terra
Em primavera feroz pricipitado.
Sophia de Mello Breyner-Andersen
18 dezembro 2007
Palavras #24
shyness is nice - Dom Pedro"- Que bom que isto é! Tenho a impressão que é aquilo de que gosto mais. E tu?
Eu não tinha outra saída senão dizer-lhe que sim mas acho que no fundo fiquei um bocado culpabilizado por dizer que o que gosto mais na vida é fazer amor:
- Talvez... Acho que sim... Mas há também outras coisas na vida.
A Catarina riu-se e desafiou-me:
- Não há nada. Diz lá uma...
- Não sei... A ternura, por exemplo. Eu gosto do amor individualizado... Deixa lá ver se eu me explico... Gosto assim enquanto se vê que eu estou a gostar de ti mesmo e tu estás a gostar de mim. A certa altura tenho a impressão de que tu estás é a gostar do corpo dum homem e que eu estou a gostar do corpo duma mulher... Achas que me expliquei bem?"
in Catarina ou o sabor da maçã - António Alçada Baptista
10 dezembro 2007
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