27 junho 2008

26 junho 2008

Palavras #30

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abandono - Fátima Condeço

"quando os nossos corpos se separaram olhámo-nos quase a desejar ser felizes.
vesti-me devagar, mas o corpo a ser ridículo.
disse espero que encontres um homem que te ame,
e ambos baixámos o olhar por sabermos que esse homem não existe.
despedimo-nos.
tu ficaste para sempre deitada na cama e nua, eu saí para sempre na noite.
olhámo-nos pela última vez e despedimo-nos sem sequer nos conhecermos."

Quando os nossos corpos se separaram - José Luís Peixoto

24 junho 2008

23 junho 2008

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Behold the moon

Vem. Abraça-me.
A luz começa a desaparecer,
a penumbra toma o seu lugar e daqui a pouco o escuro.

Estás a ouvir?
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d'alva o seu fulgor


Vem. Abraça-me.
Afugenta o escuro da noite. Afaga-me o coração.

És tu que cantas?
Dorme qu'inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer

Vem. Abraça-me.
Rodeia-me o corpo, embala-me e faz-me dormir.


Canção de embalar - versão Carlos Bica & Azul

16 junho 2008

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Esbjörn Svensson (1964-2008)


Say hello to Mr. D (to Mr. S)


Please note:
The DISTORSION you may hear is supposed to be there!

"aviso" na contracapa do álbum e.s.t. Live 95

11 junho 2008

fronteira_Francis Leonardo Cirino
Francis Leonardo Cirino


Rodeaste o coração com arame farpado, pensando Esta é a melhor protecção.
Acreditaste que assim ninguém o alcançaria.

Mas chegou um dia em que coração bateu mais forte, e o espaço entre ele e o arame não foi suficiente. Sangraste.

Achas mesmo que podes passar pela vida sem estilhaçar e sem ser estilhaçado?



They say - Lou Rhodes

10 junho 2008

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Renato Marques

"Portugal: questão que eu tenho comigo mesmo,
golpe até ao osso, fome sem entretém,
perdigueiro marrado e sem narizes, sem perdizes,
rocim engraxado,
feira cabisbaixa,
meu remorso,
meu remorso de todos nós..."

excerto de Portugal - Alexandre O'Neill


31 maio 2008

Viajar cura a melancolia

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Isa Gomes



Um dia li num livro: «Viajar cura a melancolia».


(...)

Os anos passaram - como se apagam as estrelas cadentes — e, ainda hoje, não sei se viajar cura a melancolia. No entanto, persiste em mim aquela estranha impressão de que lera uma predestinação.

(...)

Viajar, se não cura a melancolia, pelo menos, purifica. Afasta o espírito do que é supérfluo e inútil; e o corpo reencontra a harmonia perdida - entre o homem e a terra.

Al Berto


29 maio 2008

Palavras #29

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Sérgio Redondo


"O meu projecto de
morrer é o meu ofício

Esperar é um modo
de chegares

Um modo de te amar
dentro do tempo."

Daniel Faria