"As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória instintiva. O salmão sabe o caminho do lugar onde nasceu sem ter que consultar um parente ou um mapa.(...) Já o Homem pode ser definido como o animal que precisa tomar nota." Luís Fernando Veríssimo
25 dezembro 2013
Carta a Alice #7
Light - InLightImagery
só para te dizer que não tendo sido o primeiro foi como se fosse, porque a luz é forte demais para ignorar
[e sim eu sei que não serve de nada sonhar com o que poderia ter sido, mas pelo menos abre-me um sorriso]
22 dezembro 2013
sobre a estação que se despediu (e não só)

winter - soheir
"É no Outono que a gente é capaz de reparar que a vida não é banal.
(...)
É que, a certa altura, a vida é outra e o próprio passado não é bem aquilo que a gente viveu, porque, em cada tempo, há uma forma de olhar, e aquilo que vivemos não está no mundo, está na maneira como olhámos para ele."
António Alçada Baptista in Tecido de Outono
Neste momento olho e já não sei bem o que foi (é) o passado. Já não sei quais as cores que lhe associo. Deste passado recente que parece, ao mesmo tempo, tão longínquo, tanto quero fugir (pela dor e pelo buraco que me abre no peito), como o quero bem próximo, bem dentro das minhas lembranças diárias (pelos sorrisos, pela felicidade no meio da dor, pelas certezas mais certas e mais profundas que alguma vez experienciei).
O Outono é aquela época. A das cores sem igual. A época dos pensamentos profundos, do início do balanço do ano. Aquele tempo em que se recolhe mais cedo, em que o tempo para pensar e sentir é mais durad(ouro). Faz-me parte do corpo, apesar de mais facilmente cair na tristeza. Faz-me parte do corpo porque sei que dessa tristeza (por vezes avassaladora) saio com os olhos à procura das cores do Outono. Essas cores que me fazem regressar à vida: os castanhos dourados das árvores que se renovam, as nuvens do fim de tarde ("que só as crianças sonham a vermelho"), o ar fresco que inspirado me acorda a alma.
O Outono permite isso. O (re)aprender com a tristeza, o perceber que ela (a tristeza) é componente essencial da felicidade.
13 novembro 2013
12 novembro 2013
01 novembro 2013
I want to change the world, instead I sleep, I want to believe in more than you and me *
* Keep breathing - Ingrid Michaelson
27 outubro 2013
22 outubro 2013
20 outubro 2013
Carta a Alice #6
Sabes... há uns segundos na manhã, na tarde, na noite, mas principalmente ao amanhecer e ao anoitecer em que o meu peito se comprime. São aqueles pedaços do dia em que a vida me permite sentir-te (novamente). É o meu corpo a reagir à lembrança de te sentir deitada sobre o meu peito, do meu lado esquerdo. Aqueles segundos (ou terão sido minutos...não sei) em que senti o teu peso sobre mim: quatro quilos de gente sobre o meu coração.
Muito pode ser nublado, muito pode ser desfocado, mas o teu peso calibrou o meu peito. E nesses segundos inspiro fundo e fecho os olhos. Nesses segundos vivo uma outra vida. Só nesses segundos.
Muito pode ser nublado, muito pode ser desfocado, mas o teu peso calibrou o meu peito. E nesses segundos inspiro fundo e fecho os olhos. Nesses segundos vivo uma outra vida. Só nesses segundos.
17 outubro 2013
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