* Não sei falar de amor - Deolinda
"As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória instintiva. O salmão sabe o caminho do lugar onde nasceu sem ter que consultar um parente ou um mapa.(...) Já o Homem pode ser definido como o animal que precisa tomar nota." Luís Fernando Veríssimo
27 agosto 2008
25 agosto 2008
Este seu olhar *
Graça Loureiro
Sempre tiveste medo e continuas a ter. Dos possíveis mal entendidos, dos olhares mal interpretados, da rejeição.
Vives no constante adiamento… das questões, das afirmações, afinal de contas, da vida.
Porque recusas sofrer?
(shiuuu)
Tu sabes que esse é o único caminho.
*
[original de Tom Jobim - versão de Maria João e Mário Laginha/álbum Undercovers]
21 agosto 2008
19 agosto 2008
Incapacidade Expressiva #5
Viajamos porque é necessário enfrentarmos o desamparo dos dias, ao mesmo tempo que procuramos um lugar para descansar e nele ansiarmos por um regresso.
16 agosto 2008
Abraço-te muito, se não te importas *
Isto é para ti, só para ti. Não, não quero ouvir que não, que não era preciso, que não havia necessidade.
Quero dizer-te isto, somente isto:
ouves o vento e a chuva a cair? vês a lua (cheia, linda) e o sol que teima em espreitar mesmo quando as nuvens são demais?
É tudo para ti.
The Happy Birthday Song - Andrew Bird
*Al Berto
12 agosto 2008
11 agosto 2008
não tens de olhar sem gosto nem de gostar sem ver*
* Ninguém é quem queria ser - do projecto Foge Bandido Foge de Manel Cruz
08 agosto 2008
este molhado olhar de homem que morre *
(…) viver é expor-se até ao fim, é a dolorosa alegria de se oferecer de corpo inteiro à vida. Não nos vá ela escapar.
Luís Miguel Cintra sobre Ruy Belo e sua poesia
(na introdução ao livro Poemas de Ruy Belo ditos por Luis Miguel Cintra)
07 agosto 2008
Palavras #31
Carla Salgueiro
"E é-me indiferente estar aqui. Sempre que posso fujo, fujo no olhar que cegou o meu. Porque eu fujo e vou com tudo aquilo que me chama e me toca. Vou com o azul dos olhos do marçano ali da esquina, vou com as folhas das árvores no Outono da minha rua, vou com a noite à procura da manhã sobre o rio. Vou pelos arranha-céus acima e contemplo dos altos terraços o sono esbranquiçado dos mortos. Vou com o teu corpo que me desgasta a memória doutros corpos e me transforma em esquecimento… vou, vou sempre, pela humidade dos cardos presos em tua boca."
in Lunário - Al Berto
06 agosto 2008
Conversas Imaginárias #8
Pedro Rego
I don't worry anymore
'Cause it's all right, all right to see a ghost
Santa Clara - The National
- No outro dia o telefone tocou e o teu nome apareceu no visor.
- Por momentos acreditei que eras mesmo tu, que eu tinha acordado dum longo sono e que nada tinha mudado. Que eras tu a desafiar-me (sempre tu…) para um copo ou para uma ida ao cinema. Tudo isto pensei naquela fracção de segundos. Mas quando atendi não foi a tua voz que ouvi do outro lado.
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