"As espécies que não desenvolveram a escrita valem-se da memória instintiva. O salmão sabe o caminho do lugar onde nasceu sem ter que consultar um parente ou um mapa.(...) Já o Homem pode ser definido como o animal que precisa tomar nota." Luís Fernando Veríssimo
25 outubro 2009
In my life i've loved them all *
(...)
Though i know i'll never lose affection
For people and things that went before
I know i'll often stop and think about them
In my life i love you more
In my life i love you more
* In my life (Beatles cover) - Dave Matthews
21 outubro 2009
18 outubro 2009
Palavras #41
aLemonia - deviantArt
"(...) mas o pior momento do dia é aquele em que nos separamos. não consigo dormir. fico noite fora com a minha solidão - e quem esteve a ver-me parte com o susto de continuar a existir. nenhum de nós é capaz de murmurar : fica comigo e toca-me. e a noite cai, de certeza, mais escura para quem parte."
in Anjo mudo, o esconderijo do homem triste - Al Berto
06 outubro 2009
21 setembro 2009
popsongs
"É no Outono que a gente é capaz de reparar que a vida não é banal não obstante o nosso quotidiano ter sido de uma banalidade atroz."
in O Tecido do Outono - António Alçada Baptista
17 setembro 2009
um no outro*
16 setembro 2009
13 setembro 2009
03 setembro 2009
01 setembro 2009
pois vives tanto em mim como em qualquer lugar *
"A vida, como sabes, tem o tempo da areia que se escapa por entre os dedos.
Areia rápida e branca.
Esvoaçante."
in Anjo Mundo - Al Berto
Areia rápida e branca.
Esvoaçante."
in Anjo Mundo - Al Berto
O tempo para mim não me diz nada. Todo este tempo do mundo, pouco ou nada me ensinou a viver. Temos que acreditar que realmente somos capazes, temos que acreditar que somos heróis mas já me trouxe mais desgsoto que o próprio sabor da vitória, da conquista do que hoje sou. Não sei, perdi esta necessidade de escrever, de amar, perdi esta necessidade de liberdade, para não me sentir acorrentado ao sabor de algo que já não vem. De algo que já não desperta esta minha penosa intenção de viver. Queria acordar num sonho onde um rosto é igualdade, queria viver a emoção de me tornar imortal.
Não!
Não quero ser um mero esquecimento aquando da minha morte, onde as cinzas são lançadas ao esquecimento daqueles que não acreditam na vitória da poesia.
Hoje não passo de uma mísera dúvida, na procura fugaz e rápida de soluções entre o arredondamento das palavras. Quero ter esse Deus, para acreditar que afinal... nem tudo é tão breve e instantâneo como a nossa vida, como simples mortais. Quero ser parte integrante da dúvida e nunca, NUNCA a dúvida ser um parasita alojado no meu íntimo ser. Acredito que a força das palavras e o instinto revolucionário da música chega para eu vencer.
Mas quem?
QUEM?
Não sei!
Não sei, já perdi os meus ideais, já perdi os meus companheiros de luta, perdi esta vontade de navegar num mar de ideias ultrapassadas no recanto da solidão.
Sou o último guerreiro deste universo que ainda esgrima com as palavras. Sou o único que da palavra luta faço o meu escudo, sou o único guerreiro que ainda acredita que posso dar mundos ao mundo... e tudo pela força da poesia.
Sou um estado inconstante à procura da felicidade, quando o medo se apodera de mim, torno-me liquidamente naufragado. Quando a raiva me alberga a alma, torno-me solidamente implacável e quando esse teu amor trespassa o meu coração, torno-me gasosamente inexistente.
Tenho medo!
Tenho medo de sofrer, tenho medo de nunca alcançar aquilo que sonhei, tenho medo do que aconteça à minha alma depois te todos os meus sonhos vencerem, tenho medo...
Tenho medo de mim próprio, de ser como sou, tenho medo desta enorme dúvida que afinal sou EU.
Não!
Não quero ser um mero esquecimento aquando da minha morte, onde as cinzas são lançadas ao esquecimento daqueles que não acreditam na vitória da poesia.
Hoje não passo de uma mísera dúvida, na procura fugaz e rápida de soluções entre o arredondamento das palavras. Quero ter esse Deus, para acreditar que afinal... nem tudo é tão breve e instantâneo como a nossa vida, como simples mortais. Quero ser parte integrante da dúvida e nunca, NUNCA a dúvida ser um parasita alojado no meu íntimo ser. Acredito que a força das palavras e o instinto revolucionário da música chega para eu vencer.
Mas quem?
QUEM?
Não sei!
Não sei, já perdi os meus ideais, já perdi os meus companheiros de luta, perdi esta vontade de navegar num mar de ideias ultrapassadas no recanto da solidão.
Sou o último guerreiro deste universo que ainda esgrima com as palavras. Sou o único que da palavra luta faço o meu escudo, sou o único guerreiro que ainda acredita que posso dar mundos ao mundo... e tudo pela força da poesia.
Sou um estado inconstante à procura da felicidade, quando o medo se apodera de mim, torno-me liquidamente naufragado. Quando a raiva me alberga a alma, torno-me solidamente implacável e quando esse teu amor trespassa o meu coração, torno-me gasosamente inexistente.
Tenho medo!
Tenho medo de sofrer, tenho medo de nunca alcançar aquilo que sonhei, tenho medo do que aconteça à minha alma depois te todos os meus sonhos vencerem, tenho medo...
Tenho medo de mim próprio, de ser como sou, tenho medo desta enorme dúvida que afinal sou EU.
Rui Tente - 15.06.1996
"É triste ir pela vida como quem
regressa e entrar humildemente por engano pela morte dentro"
Ruy Belo
* in Em legítima defesa - Ruy Belo
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