13 Julho 2014

07 Julho 2014

Desencadeador de memórias #3









Carta a Alice #13

Em quem pensar, agora, senão em ti?
Tu , que me esvaziaste de coisas incertas, 
e trouxeste a manhã da minha noite.


Nuno Júdice





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Parabéns a ti,
 nesta data querida,
 muitas felicidades, 
muitos anos de vida [dentro do nosso coração e da nossa memória].



As datas não são apenas datas, sabes?... era algo que gostava de te ensinar... são dias como todos os outros dias, mas nós somos assim, gostamos de celebrar e recordar aqueles, que apesar de iguais a todos os outros, nos são especiais. O tempo passa da mesma forma, os segundos seguem-se uns aos outros, o sol levanta-se e troca de lugar com a lua todos os dias, mas há estes dias diferentes. No final, a memória [esta era outra coisa que gostava que aprendesses] é aquilo que nos vai construindo e moldando.

Há muita dor associada à memória de ti... e desculpa-nos por isso. Mas o tempo é um bom amigo e tem-nos ajudado. Não a esquecer-te [não acredites quando te disserem que o tempo ajuda a esquecer, não é verdade], mas a conseguir juntar uma boa dose de paz e serenidade à dor de ti.

1 ano

e hoje sei que a dor pode ser serena e que a lágrima em nós é tão fácil, honesta e profunda como o sorriso que nos ilumina a face.




05 Julho 2014






But I want her to know that this world is made out of sugar. It can crumble so easily, but don't be afraid to stick your tongue out and taste it.



22 Junho 2014

Palavras #53

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sa-cool



Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na busca de um bem definitivo
Em que as coisas de Amor se eternizassem.


Sophia de Mello Breyner Andresen


16 Junho 2014

Incapacidade expressiva #16


"Talvez as viagens, todas as viagens, se façam principalmente pelo lado de dentro. Talvez, quem sabe?, o viajante, procurando um mundo, caminhe sempre de regresso a casa.

(...)

Talvez quem um dia partiu esteja, afinal, ainda à porta de casa, hesitante, acenando. Ou talvez ninguém verdadeiramente parta e fique parado para sempre ao fundo da rua, voltando-se para trás. Ou então talvez as viagens, todas as viagens, sejam um longo caminho para regressarmos a algum lugar interior e essencial de onde não se pode sair."


Manuel António Pina




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Estói


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Ponta da Piedade



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Paderne



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Cacela-a-Velha



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Porto de Mós (Lagos)

13 Junho 2014

Carta a Alice #12



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Vejo-te lá ao fundo, sabes? A brincar com o teu pai, neste fim de tarde, neste fim de dia bonito, com esta luz tão luminosa e quente.

Paro. Pestanejo. Recuo um pouco. Respiro fundo. Volto à realidade.

A luz está lá, mas tu não. Engulo em seco e meço a distância que existe entre o que desejava e o que tenho. É grande. São uns bons metros que tenho de percorrer todos os dias à tua procura. E cada dia que passa são feitos de uma forma mais suave.

Por vezes (muitas vezes) permito-me estes devaneios, dou espaço a estas alucinações de ti, sobre ti. Ajudam no percurso. Dão-te o corpo e o sopro no coração que não tens, mas que me alimentam o caminho. 

O caminho até lá ao fundo, naquela luz quente, onde brincas com o teu pai.


Desencadeador de memórias # 2



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11 Junho 2014

Do que constrói as nossas madrugadas (dias) #13





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Aquilo que somos ainda não aconteceu.

S. João Evangelista


04 Junho 2014

Desencadeador de memórias #1



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[de Carrazedo de Montenegro]