29 julho 2008

nothing really ends *

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Sónia Cristina Carvalho



Escrevo-te a sentir tudo isto.
Al Berto




O que começou? Quando começou?
O que terminou? Quando terminou?
Definir aquele momento. Encontrá-lo nas memórias profundas, mas nunca esquecidas.



O sorriso, o olhar de soslaio, o sorriso [outra vez, e desta vez mais largo], a viagem, a tua camisa.

Recordas-te?


Nós, como um só, naqueles pátios cheios onde não existia mais ninguém. As tuas mãos em mim.

Então?


O telefone, quando mais ninguém em nenhuma das casas. O silêncio cheio de murmúrios na linha. As palavras que não saíam da boca mas entravam no ouvido de cada um.

E agora?


A flor, aquela flor. O poema, aquele poema. E os sonhos, os meus e os teus, que na manhã se tornavam nossos.

Vá lá…


As palavras sopradas, o desejo, os corpos, as almas, a paz, a raiva, a dor, aquele fim em que não acreditei [nem tu].

Ainda não?



* dEUS


Repara como o coração de papel amareleceu no esquecimento de te amar.
Al Berto

8 comentários:

Muxy-Muxy disse...

oh rapariga...........que bem que pões as visceras do afecto em exposição. Gosto disto mesmo muito.

Ti disse...

Ainda estou em estado de choque... :)

ivan disse...

entrar no blog pela primeira vez, ter a surpresa de uma música que adoro e já não ouvia há demasiado tempo, e ler o que li..

[deixa-me voltar para o meu cantinho, eu não incomodo, a sério, eu não incomodo]

~pi disse...

pés papéis

coração sons

amare le cidos


~

JFDourado disse...

Desta aliança entre dEUS e tuas palavras só podia advir algo primoroso!

:)

Ana disse...

[à falta de palavras, beijos e sorrisos para todos]

Claudia Sousa Dias disse...

triste e belo como um romance de Javier Marías...


CSD

Ana disse...

que grande elogio Cláudia:) obrigada*