08 agosto 2008

este molhado olhar de homem que morre *

(…) viver é expor-se até ao fim, é a dolorosa alegria de se oferecer de corpo inteiro à vida. Não nos vá ela escapar.


Luís Miguel Cintra sobre Ruy Belo e sua poesia
(na introdução ao livro Poemas de Ruy Belo ditos por Luis Miguel Cintra)



* do poema Elogio de Maria Teresa - Ruy Belo

4 comentários:

Vanessa disse...

gosto tanto deste homem. :)

beijinho*

Rui disse...

Touché! ;-)

Recuperando um poema (a propósito?)...

(...)
Basta pensar nas oportunidades
que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas idéias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes,
o que nos leva a escolher uma vida morna;
(...)
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
(...)
Pros erros há perdão;
pros fracassos, chance;
pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio
ou economizar alma.
Um romance cujo fim
é instantâneo ou indolor
não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque,
que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.
(...)
Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando,
vivendo que esperando porque,
embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu.

Sarah W. B. Silva

:-)

Ana disse...

vanessa: me too, amo as palavras dele*

rui: sempre a propósito;)

Filipa Epifânio disse...

Excelente excerto...obrigada pela partilha :)