07 agosto 2008

Palavras #31

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Carla Salgueiro


"E é-me indiferente estar aqui. Sempre que posso fujo, fujo no olhar que cegou o meu. Porque eu fujo e vou com tudo aquilo que me chama e me toca. Vou com o azul dos olhos do marçano ali da esquina, vou com as folhas das árvores no Outono da minha rua, vou com a noite à procura da manhã sobre o rio. Vou pelos arranha-céus acima e contemplo dos altos terraços o sono esbranquiçado dos mortos. Vou com o teu corpo que me desgasta a memória doutros corpos e me transforma em esquecimento… vou, vou sempre, pela humidade dos cardos presos em tua boca."
in Lunário - Al Berto

4 comentários:

Happy and Bleeding disse...

este poema é qualquer coisa...

Ti disse...

Vou...

Vanessa disse...

basta-me isto:

fujo no olhar que cegou o meu

para querer ir também com tudo aquilo que me chama e me toca. e pronto... um arrepio... :)

adivinha: aqui está outro homem que eu gosto tantoooo!! eheheh!

beijinho*

Ana disse...

happy: pois é... :)

ti: vamos.

vanessa: será possível não gostar?! *